abr 25, 2012 - Sem categoria    Sem Comentários

Encerramento desta atração do meu circo

Neste últimos meses estou repleto de atividades: mestrado, trabalhar e dar aulas, as vezes acaba estressando. Em um destes momentos, por acaso hoje, encontrei um livro muito interessante: Malabarismo com Elefantes.

Para ser sincero não esperava muito do livro, comprei para olhar as dicas sobre identificar e dominar as prioridades, mas quando comecei a ler, percebi que com uma linguagem bem simples, com comparações com um circo, ele dá dicas muito relevantes para definir quais são os números do meu espetáculo.

E foi através destas metáforas que percebi que eu tenho que retirar certas atividades da minha rotina que não estão atendendo os propósitos do meu espetáculo atual.

É desta forma que fecho as cortinas do devaneios por tempo indeterminado, quem sabe em uma nova temporada de espetáculos ele volte a figurar as atrações do meu circo.

Pois com ou sem esta peça o show tem que continuar.

fev 24, 2012 - Sem categoria    Sem Comentários

A tira e a mudança (Do conceito e da ação)

A tira atira em mim
sem dó nem piedade.
A dor me imobiliza,
meu corpo despedaça.

Paro, respiro. Conceitos que se apoderaram de mim tentam se refazer antes da minha mudança. Tudo antes era regido por uma regra (lógica e sensata). Até sua exceção é regra, já que toda regra tem uma exceção. Por isso não cabe agora ser diferente.
Mas eu quero mudar, eu quero que o pedaço estranho faça parte do meu corpo, mesmo com todo esforço que meus conceitos fazem para expeli-lo eu quero pensar diferente, eu quero não ser mais meus conceitos.

Consigo me mudar
mudo a cada cristal surgido.
Ajo como se hoje fosse morte
E deste jeito a morte é!

Este ritmo me mata. Todo dia tiras e tiros que  me desfazem antes de me refazer. Já não sou mais atingido, não tem resistência para colisão. Não mais conceituar impossibilitou novas mudanças. Simplesmente me habituei ao simples agir. Cadê os  por quês? Estou em rota de colisão e sem poder de direção.

 

É assim que acontece quando o conceito e as ações se confrontam. Quando os conceitos dominam, eles interpretam as ações da forma que os reforcem. Sobre poder da ação, os conceitos não ganham resistência para gerar impacto.
Conceito e ação devem andar juntos como amigos que se aconselham e se ajudam para percorrem o caminho de forma agradável.

Tenham uma boa ação conceituadora e um bom conceito acionário.

 

 

fev 14, 2012 - Sem categoria    1 Comentário

Do primeiro passo ao paradoxo de Zenão

As vezes parece tão difícil dar o primeiro passo. O medo de uma queda, a distância do objeto desejado, a falta de equilíbrio faz com que você pare, arregale os olhos e comece a chorar. Até parece que chegará alguém generoso e lhe entregará o item tão esperado sem nenhum esforço da sua parte. Isto já se foi, a mordomia de ficar no seu canto ganhando mimos não faz mais parte do seu dia a dia, foram coisas de décadas atrás.

Para conseguir, deve-se alçar seus primeiros passos. Deve-se merecer a independência tão reivindicada a outros tempos. Não adianta vir justificar, dizendo que o percurso é longe e a jornada exaustiva.

Pois, sem o primeiro passo você não sairá do lugar.

Está bem, só espero que  os meus objetivos não sejam como a tartaruga que desafiou Aquiles para uma corrida… Zenão tem que está errado.

out 14, 2011 - Sem categoria    2 Comentários

Eu. O pior dos mortais!

Foi assim que me senti. É normal encontrar pedintes por onde eu passo, e assim, muitas vezes eu ajudo, tiro algumas moedas do bolso e dou, sem problemas. No entanto tem dias que estou sem paciência e sem dinheiro, balanço o dedo e digo: perdoe. Nem presto atenção ao que foi dito, principalmente se for um pedinte que já estou acostumado a encontrar.

Na semana passada uma situação desta me aconteceu. Estava em um terminal de ônibus e ao longe vi um pedinte que já era familiar naquela área, ele não fala,  e para pedir algum trocado, ele utiliza de cópias de um texto onde descreve a deficiência e pede uma colaboração para que ele possa se sustentar. Ao longe o vi distribuindo alguns papéis para as pessoas que estavam perto de mim, então, fingi que não o tinha visto, pois não estava disposto a dar algum dinheiro, e voltei a conversa com minha namorada. Ele chegou perto de mim, tocou em minhas costas e foi me entregando um papel, antes de olhar o papel, já fui fazendo sinal de negativo. Ele insistiu em me dar o papel e gesticulou com a mão fazendo o sinal de negativo e depois o de dinheiro, foi aí que olhei para o papel. Este era diferente dos outros que ele já havia me entregado. Na verdade, ele estava me entregando um cartão de um restaurante, não um bilhete com um pedido de dinheiro. Ele estava trabalhando, não pedindo.

Me senti o pior dos mortais. Ele estava buscando a mudança, mas meu hábito, minhas regras de causalidade não permitiram a mudança dele para mim, já o tinha condenado aquela realidade para o resto da eternidade. Todos podem mudar, todos têm o direito a um futuro melhor, mas parece que meu coração, ou seria meu cérebro, não acreditavam mais em um mundo melhor. Que bom que encontrei este pedinte, foi ele que me deu algo, me deu a esperança de acreditar que podemos mudar a situação, virar o jogo.

Muito obrigado!

out 9, 2011 - Sem categoria    1 Comentário

A arte de ensinar e um copo arremessado na rua

A todo momento podemos aprender. Isto é um fato. E sem dúvida, aprender é bem mais fácil do que ensinar.

Minha mãe sempre me ensinou várias coisas e sou muito grato por isto. Um destes ensinamentos, que guardo comigo sempre, foi de não jogar lixo na rua. Hoje esta atitude é bastante natural para mim e imagino que todos deveriam fazer isto. Mas isto não é verdade =(.

Esta semana caminhava pelo centro de Aracaju e a minha frente uma senhora, ao terminar de beber o suco, arremessou seu copo na rua. Quando vi esta cena pensei: como assim, ela não sabe que é errado jogar lixo na rua? No instante seguinte me veio vários pensamentos de como deveria agir com tal situação. Se eu pegasse o copo que estava no chão seria apenas um paliativo do problema, pois da próxima vez que ela utilizasse um copo teria a mesma atitude. Eu teria que ensinar a ela que isto é errado. No entanto caí em outro questionamento, como ensinar para ela? Parar um desconhecido na rua e dar uma lição de moral não é algo muito agradável, sem contar que ela nem daria importância para o que eu iria falar, entraria na conversa cheia de pre-conceitos sobre a situação e sobre mim. A melhor forma seria ensinar sem um discurso, ensinar através da inocência, ensinar de forma sublime sem apelar para a beleza do ato moral.

copos descartados

Agir com a inocência de uma criança nestes momentos  é excelente, observar a empatia de uma criança ao ver um mendigo ensina mais do que horas e mais horas discursando sobre os problemas sociais e econômicos do planeta. Então cheguei a conclusão de que deveria chamar a senhora e gentilmente avisá-la que ela tinha deixado cair o copo, evidentemente que ela me olharia com surpresa, e se por acaso falasse que era lixo. Eu diria, desculpe-me então, é porque lixo normalmente jogarmos na lixeira, não é? Pensei que a senhora tinha deixado cair sem perceber, me atrapalhei. Tenha um bom dia!
Não sei se esta atitude mudaria o destino daquele copo, mas pelo menos plantaria nela a semente de um mundo melhor, e torceria que ela fosse terreno fértil.

Ah, só para esclarecer, não consegui agir desta forma, foi muito pensamento para pouco espaço de tempo. Perdi a oportunidade, o copo continuou no chão e a semente não foi plantada =/.

Ainda tenho muito o que melhorar.


Tenham uma boa semana!
out 4, 2011 - Sem categoria    2 Comentários

Ruídos

No mundo tem muito ruído. Carros, ônibus, caixas de som e outros equipamentos mais. Tudo bem, sei que é o preço do progresso, do desenvolvimento industrial, mas para ser sincero, este nem me incomoda tanto. O ruído que mais me chateia são o daqueles que não deveriam gerá-lo, o das pessoas.

engarrafamento

Semana passada enfrentei uma fila gerada pelo recadastramento biométrico do TRE. Para aqueles que tinham agendado sua ida, estava tranquila, já para os outros, o processo estava um tanto lento, tenho que assumir. Era percebido os esforços dos atendentes para suprir a demanda, mas mesmo assim tinha uma mulher ao meu lado resmungando em voz alta: “Quem inventou este negócio de recadastramento? Num sei para que estão fazendo isto, político nenhum vai ganhar meu voto mesmo!? Eu poderia ter vindo no sábado, mas não vou perder meu sábado para isto, trabalho a semana inteira e meu sábado é para eu descansar.”, passavam-se alguns minutos e mais blá, blá, blá. “Como uma senhora desta ainda quer votar? Nem consegue andar direito, se eu tivesse a idade dela eu não votava. Porque político nenhum merece.”.

Agora me respondam, há necessidade de tanta reclamação? Para mim isto é uma geração de ruído. Uma coisa é perceber que o fluxo está errado e fazer sugestões pertinentes para a melhoria do atendimento, outra coisa é incitar alguma ação sem direção alguma, simplesmente encher a paciência das pessoas ao redor, entre elas, eu.

Acredito que toda crítica seja válida, desde que haja fundamento. Usemos novas vozes, se não para gerar conhecimento, pelo menos para propagar a informação, pois, para gerar ruído já bastam as buzinas, motores e alto-falantes.

Até mais!

set 26, 2011 - Sem categoria    1 Comentário

De volta as batalhas

Tirei meu elmo e minha armadura do sótão. Ambos estavam muito empoeirados e já se percebia alguns resquícios de ferrugem. Como pude deixar meus companheiros de batalha desta forma? Abandonados em um canto qualquer da casa. Este foi o reconhecimento que dei a eles por salvarem minha vida enumeras vezes. Desculpem-me minha ingratidão, mas os louros de algumas vitórias me cegaram para os outros problemas que ainda existiam. Fiquei entorpecido com a glória e larguei os campos de batalha, mas minha cegueira cessou. Estou ciente que a guerra é bem maior do que imaginava e que darei tudo de mim.
Estou pronto!

abr 19, 2011 - Sem categoria    1 Comentário

Em um ano

Em um ano muita coisa acontece.
Mesmo planejando minuciosamente cada detalhe, somos surpreendidos pelo destino. Muitas vezes com coisas ruins, já outras vezes com coisas muito boas. Eu fui surpreendido, e nunca imaginei que seria uma surpresa tão agradável.

Há um ano eu comecei um relacionamento e juro que imaginava que não daria certo. Éramos muito diferentes, na verdade ainda somos, algo como o quente e o frio, a noite e o dia, o axé e o rock, o doce e o salgado, a agitação e a tranquilidade. Gostos antagônicos que se complementam, opostos que se atraem, conjuntos que se unem.

Hoje sou muito mais do que fui, entendo sobre assuntos que nunca imaginei e tive experiência que jamais esquerecerei. É por isso que digo para aqueles que falam que estar junto são dois vivendo por um, acredito que eu tive sorte de encontrar uma pessoa que me faz viver por três.

Muito Obrigado Rafaella!

mar 9, 2011 - Sem categoria    1 Comentário

A excelência que me paralisa

Olhei-me no espelho, não era o que eu esperava ver. Sempre tive vários sonhos para mim. Doutor, atleta, empresário, filósofo, poeta, bon vivant, ótimo amigo, excelente filho, esta é uma pequena lista de objetivos que queria para mim.

Sabem o quão perto estou deles? Milhares de anos-luz.

Procrastinando-os vou indo sem dar nem um passo. Sem me permitir realizar algo. É como se eu tivesse colocado concreto em meus pés devido a tamanha insanidade. Esqueci-me de que para chegar ao ótimo deve-se sair do péssimo, no segundo passo, não se contentar com o ruim, passear pelo regular e seguir o embalo até o bom. Só assim chega-se a excelência, permitindo-se começar. Isto já é um grande passo.

Agora percebo bem que sonhos são contínuos, jamais discretos.

Texto inspirado pela leitura da matéria de capa da Vida Simples nº 83 que fala sobre procrastinação.

jan 24, 2011 - Sem categoria    1 Comentário

Todos estão conectados

Todos estão conectados,
É, todos estão conectados.
Desconexos, sem sentido, porém conectados.

Não perca nenhuma informação.
Este é o lema.
Mas desperdice todo o tempo do mundo.

Para que amigos, para que longas conversas.
Temos seguidores e 140 caracteres, e o pior,
conseguimos dizer tudo apenas com isto.

Existe vida além dos bytes,
Existem pessoas além das telas.
Conexões são importantes,
para enaltecer os laços,
não para distanciá-los.

Este é o lema.

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